Profissão? Empreendedor por conta de outrem

Altas taxas de desemprego são registadas num Portugal que é agora um país de inventores e dá passos largos na diminuição do medo de arriscar em novas ideias, conceitos e projetos. Esta aptidão para fazer acontecer começa também a ser solicitada pelas empresas junto dos seus colaboradores.

Torna-se então necessário aliar tudo isto ao perfil de que tanto se fala: o perfil de empreendedor. Não existe uma definição exata para empreendedorismo o que dificulta também a identificação consensual das características que moldam o empreendedor. Atrevemo-nos a dizer que fazer mais e melhor é o mote, colmatar uma dor sentida pelo nosso cliente ou empregador é a chave, adaptarmo-nos ao desaparecimento gradual de um modelo organizacional estático e hierarquizado é obrigatório.

 

 

Desde o primeiro momento em que entramos no mercado de trabalho por conta de outrem, além de desenvolvermos as funções para as quais fomos contratados, deparamo-nos com a obrigatoriedade de mostrar uma nova forma de ser, de agir e de apresentar resultados muito além do que é ensinado nas salas de aula, muito além o que nos era solicitado há uns anos. Quer seja trabalhando por conta de outrem ou por conta própria, devemos conseguir dar o que o mercado de trabalho necessita: mais ideias  assentes em oportunidades num contexto em que a obediência ao chefe dá lugar a um trabalho de equipa com pessoas empreendedoras, inovadoras e criativas.

O empreendedorismo tornou-se uma moda e vemo-nos mergulhados na necessidade de trilhar o nosso caminho desde cedo. Uma vez saídos do mundo académico devemos adaptar-nos a um novo formato de trabalhador, o trabalhador do século XXI, que traz consigo esta nova abordagem focada na autonomia, vontade de inovar, capacidade de adaptação constante e grande protagonismo. Tendo como meta a criação dos nossos próprios negócios, é imperativo que, além dos conhecimentos aliados à criação do negócio, tenham sido trabalhadas certas características como a autoconfiança, a determinação, a persistência e a aceitação do risco. Mas será que acompanhamos a tendência e somos agora capazes de corresponder a esta nova realidade?
O estímulo à geração de ideias é crucial e a reorganização da educação tem vindo a acontecer.
Contudo, temos ainda um longo caminho a percorrer no sentido da valorização do fracasso como aprendizagem mas grande parte do percurso está já feito e verifica-se uma maior preocupação em aproximar o meio académico ao meio empresarial, o que deverá ser sempre prioritário.

Ser um trabalhador do século XXI, é ser empreendedor.
Cada um de nós deve sê-lo.

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